No
projeto de colonização de Holambra a intenção era assentar camponeses
e horticultores holandeses. O idealizador do projeto de assentamento na
Fazenda Ribeirão, engenheiro Geert Heymeijer esperava que o cultivo de
verduras e legumes pudesse se desenvolver nas partes mais baixas da
fazenda, porém, desde o começo este setor nunca foi um sucesso
permanente. O cultivo de Flores e Plantas sim, veio para ficar.

O
cultivo de Flores e Plantas ganhou forte impulso por volta de 1977
com a evolução da assistência técnica aos produtores e o
fortalecimento da aquisição do know-how holandês. Por intermédio da
Cooperativa Holambra contratou-se um técnico em Flores e Plantas. Seu
trabalho começou junto a 20 agricultores com pouca experiência na área.
Os conhecimentos técnicos necessários haviam sido adquiridos na Flórida
e o material de plantio vinha da Holanda.

A
produção de Flores e Plantas aumentou bastante nos últimos anos. No
município de Holambra há hoje aproximadamente 100 floricultores que juntos
ocupam uma área de 106 ha em estufas, sem contar os 125 ha de rosas em campo
aberto. O cultivo de Flores e Plantas se desenvolveu principalmente nas
propriedades de 10 a 50 ha. Neste meio tempo muito agricultores brasileiros
passaram a produzir Flores e Plantas.

A
produção de flores aumentou bastante nos anos 80, mas a média dos
resultados obtidos com a comercialização foi decepcionante. Em 1986 a
estrutura atingiu seu auge, fornecendo flores para as 7 filiais situadas
nas principais cidades brasileiras, com cerca de 100 caminhões e
atingindo um faturamento estimado em 12 milhões de dólares.
A estratégia então adotada era a de receber as flores e plantas no
barracão, separar os pedidos das filiais de São Paulo, Rio de Janeiro,
Salvador, Porto Alegre e Brasília entre outros, e despachar.

O
sistema que mantinha cerca de 200 funcionários ficou demasiado moroso e
pouco rentável. O volume de produtos caiu dastricamente. Logo após a
visita dos senhores Herman de Bon e Cees Mosterd do Veiling Westland, da
Holanda, um dos floricultores de Holambra, senhor Henrique Reijers, sugeriu
a instalação do sistema Veiling na Cooperativa. No início o sistema
funcionava com lâmpadas e se falava os números pelo microfone anunciando
o valor decrescente do produto.

Com
a chegada do Veiling o faturamento com flores cresceu. Em 1989 o faturamento do
leilão atingiu 7 milhões de dólares. No ano seguinte 14 milhões. Depois
disso não parou mais de crescer. Neste novo sistema, trazido da centenária
experiência holandesa, o comprador coloca o preço nos produtos e retira-os na
própria sede da Cooperativa. Esse sistema incentivou o produtor a desenvolver
melhor seus produtos e deu um novo impulso ao mercado.

As
flores são o carro chefe da economia holambrense. Embora o hábito de consumo
seja pouco desenvolvido no país, se comparado aos países europeus,
observa-se que os brasileiros estão cedendo ao encanto das flores, que
trazem cor e vida para qualquer ambiente.

Para
atender todo o mercado nacional, a produção é intensa e se da principalmente
em estufas climatizadas .
As violetas conquistaram definitivamente um espaço no coração dos
brasileiros e são as queridinhas da floricultura nacional. As flores e
plantas produzidas em estufas, precisam de luz e temperaturas adequadas,
terras e cuidados especiais.

O
campo da floricultura também envolve muitas pesquisas, para o aumento da
qualidade e durabilidade das flores, alem da busca por novas variedades, para
surpreender o consumidor.

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